As consequências do acidente de Chernobyl foram avassaladoras, e os países mais afetados pela explosão foram a Ucrânia, a Bielorrússia e a Rússia, sendo todos eles antigas repúblicas da União Soviética.
Após o acidente nuclear, estima-se que a liberação de material radioativo da usina ocorreu por, pelo menos, dez dias, o que contribuiu para os impactos devastadores deixados após a explosão.
IMPACTOS NA SAÚDE
Um dos impactos mais importantes em decorrência do acidente foi na saúde. Além das vítimas da explosão, a exposição a diferentes níveis de radiação fez com que ao longo dos anos várias enfermidades surgissem, dentre elas, o câncer.
Segundo alguns estudos, até 2005, cerca de 6 mil crianças desenvolveram câncer de tireoide em consequência da exposição à radiação. Existem também evidências que apontam o crescimento na taxa de doentes por leucemia, e outras formas de câncer igualmente agressivas.
Novas pesquisas apontaram ainda que a incidência de câncer de tireoide em crianças aumentou 40 vezes desde a explosão, em adultos, a taxa aumentou em até 7 vezes. Além das doenças advindas da exposição ao material radioativo, o impacto psicológico do acidente foi gigantesco sobre milhares de pessoas que perderam tudo repentinamente e foram obrigadas a abandonar suas vidas.
Após o acidente a URSS tentou encobrir o que havia acontecido, dessa forma, até hoje gira uma polêmica em torno da quantidade real de pessoas que morreram por conta do acidente de Chernobyl. Entre as estatísticas levantadas, aponta-se que dois trabalhadores morreram durante a explosão, 29 morreram dias depois do acidente pela exposição à radiação e outros 18 morreram por doenças causadas pelo contato com a radiação. Porém, existem estudos que sugerem que, até 2006, cerca de 4 mil pessoas tenham morrido em consequência do acidente, mas existem estudos que sugerem números de mortes mais elevados. Alguns estudos sugerem 9 mil, 16 mil, 60 mil, e existem estudos que apontam que até 90 mil pessoas possam ter morrido por causa do acidente.
IMPACTOS AMBIENTAIS
Os impactos ambientais em função do acidente foram muitos. Imediatamente após o acidente, vários países suspenderam a importação de produtos agrícolas, e até hoje, não é recomendável consumir qualquer alimento que tenha origem naquele território.
Acredita-se que de 13% a 30% do material radioativo do reator 4 tenha sido lançado na atmosfera e, desse material, cerca de 60% dele concentrou-se no território da Bielorrússia, tornando-se assim, o país mais afetado pelo acidente.
Cerca de 23% do território bielorrusso foi contaminado e, com isso, o país perdeu cerca de 264 mil hectares de terras cultiváveis por conta da radiação. Além disso, ¼ das florestas bielorrussas foram contaminadas e, atualmente, entre um e dois milhões de pessoas vivem em território contaminado. No caso da Ucrânia, 7% de seu território foi afetado, e na Rússia 1,5% do território foi atingido.
Os animais também sofreram com radiação. Há vários registros de animais que apresentam mutações genéticas, como peixes, lobos e roedores de pequeno porte e até mesmo animais domesticados como gatos e bovinos.
As estimativas feitas por cientistas apontam que a região de Chernobyl deverá permanecer inabitada por até 20 mil anos até que se torne segura para a habitação humana. Apesar disso, existem evidências que apontam que algumas pessoas voltaram a morar na chamada “zona de exclusão”.
IMPACTOS POLÍTICOS E ECONÔMICOS
Nas questões políticas, o acidente de Chernobyl reforçou as medidas do governo de Mikhail Gorbachev (então presidente da URSS) de realizar o desarmamento nuclear da União Soviética.
Além disso, Chernobyl também contribuiu para a dissolução da URSS. Isso ocorreu porque houve impactos econômicos pesadíssimos para a União Soviética, já que após o acidente foram investidos US$ 41 bilhões na recuperação do país, que se arrastava em uma crise econômica desde a década de 1970 e que viu sua situação agravar-se na década de 1980 com a Guerra do Afeganistão (1979-1989). Até mesmo Mikhail Gorbachev, em 2006, no aniversário de 20 anos da catástrofe, afirmou: “O derretimento nuclear em Chernobyl foi talvez a causa real do colapso da União Soviética”.
Mesmo anos depois do acidente nuclear, os países mais afetados ainda sentem o impacto na sua economia.
Até 2006 o governo ucraniano gastava de 5% a 7% do orçamento do país com despesas relacionados a Chernobyl. Já a Bielorrússia, somente em 1991, gastou cerca de 22,3% do orçamento do país com consequências de Chernobyl. Esse número foi reduzido para 6,1% do orçamento anual em 2002.
Aluna: Amanda Cristina.
https://www.google.com/amp/s/www.todamateria.com.br/acidente-de-chernobyl/amp/.
https://www.google.com/amp/s/m.brasilescla.uol.com.br/amp/historia/chernobylacidente-nuclear.htm.
Nenhum comentário:
Postar um comentário